quinta-feira, 11 de novembro de 2010

20:12

Postado por Luana Melo.

Não tenho postado mais com tanta frequência como antes, e o título acusa a minha ausência de palavras mais uma vez. Porém, mesmo que de uma forma paradoxal, palavras não faltarão aqui.

Lembro-me que a exatos quatro anos atrás eu escrevia algo parecido com o que penso por agora. Tirando esses quatro anos da minha idade atual, vejo-me com quatorze anos postando os meus primeiros textos-desabafos em um dos meus primeiros livejournals. Digamos que muita coisa não mudou desde essa época: as características da pré-adolescente egoísta, complexa e melancólica ainda cercam a adolescente de hoje. Mas é engraçado e ao mesmo tempo curioso reparar nestes textos, partes de mim que acredito eu, nunca mudarão.

O texto dizia algo como "não me peça para sonhar menos, mãe". Eu não consigo parar de sonhar e viver intensamente esse sonho. Não consigo esquecer o intenso e viver o lado racional da coisa. Não consigo olhar para os lados e olhar apenas pessoas quando vejo um amontoado de seres com milhões de coisas na cabeça que poderiam mudar tudo ao redor, mas que não querem. Simplesmente dispensam todas as coisas que poderiam ser feitas para que tudo mudasse e fosse diferente. Fosse simples e fácil. Compaixão, respeito, carinho. Mais amor. Menos intrigas, menos olhares raivosos, um mundo colorido e fofo. É. Quantas vezes já não usei essa expressão.. "colorido e fofo"... Céus.

Ser perfeccionista.

Ser o exemplo de tudo.

Ser menos intensa.

Ser mais racional.

Ser.

No final eu acabo sendo o contrário de tudo aquilo o que quero.

2 comentários:

  1. o 'ser' flui justamente do 'não tentar ser', da espontaneidade. quanto mais perfeccionista tenta ser, mais sofre. a racionalidade eu defendo, nos ajuda em muitas situações. o exemplo de tudo o que é bom, só Jesus Cristo conseguiu ser.

    mas o segredo é não tentar ser nada, e simplesmente deixar o 'ser' fluir. só assim, você realmente será algo.

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