segunda-feira, 15 de novembro de 2010

sobre amizades.

Postado por: Natália Lima.
às vezes me questiono se realmente tenho amigos. não sei se me vale a pena tentar manter uma amizade atualmente. com o passar do tempo as pessoas vão ficando diferentes, geralmente mudam para pior, e por consequência a amizade não continua a mesma. amizade também é relacionamento, e se os anos passam e uma das partes se transforma radicalmente e para pior, a tendência é para que esse relacionamento seja rompido. óbvio, também passo por mudanças, mas sempre tento analisar meus atos e minhas opiniões e avaliar se estou sendo pior que antes ou não. é importante tentarmos mudar somente para melhor.

o problema é que percebo que maioria das pessoas que já se declararam minhas amigas pouco tempo depois acabam provando o contrário, com suas atitudes. ou geralmente eu mesma acabo me afastando por xis motivos, motivos estes que costumam sempre ser ruins. não gosto de pessoas de má conduta ou com graves defeitos de personalidade, quando a personalidade de fato existe. conheci muita gente que se diz de atitude mas que na verdade não tem personalidade e são vulneráveis ou dependem das atitudes, opiniões e ações alheias. então quando percebo o problema e me afasto, não costumo dizer os reais motivos. na verdade não digo nada. e claro, a pessoa fica sem entender. mas meu objetivo é que ela entenda por si só com o passar dos anos e avalie como foi errada e como suas atitudes eram lamentáveis. com isso acontece também de a pessoa me detestar pelo resto de seus dias, me acusando de falsidade ou algo do tipo, quando na verdade os motivos estão visíveis porém ninguém consegue vê-los.

também me questiono sobre as amizades à distância. maioria delas não considero amizade. e as que considero também ultimamente têm me despertado questionamentos. no fim a conclusão é de que sempre conto meus amigos nos dedos. e posso dizer que não passam de três, estes dedos. os amigos presentes podem ser amigos por anos, mas sempre causam desgaste no fim. os distantes sempre acabam esquecendo que a gente existe quando arrumam uma namorada(o), por exemplo. não são amigos. pelo menos não chamo de amigo uma pessoa que por qualquer motivo esquece ou deixa de me perguntar se estou bem, ou quando me ausento do Messenger por alguns dias nunca pergunta o que houve. eu como amiga pelo menos costumo me preocupar e dar algum tipo de assistência aos meus amigos. e quando estes fazem pouco caso e mal respondem, também costumo me afastar.

é certo que me tornei uma pessoa sozinha por opção. escolhi ficar assim. me concentro melhor nos meus afazeres - meu trabalho, meu aprendizado - e tenho mais dedicação à minha família. pessoas são complicadas e desgastantes, e a cada dia crio mais asco por maioria delas. por mais que tenham poucos defeitos, geralmente são defeitos que repudio. no meu meio só vejo pessoas querendo ser alguém pelo que têm e aparentam ser, pessoas que usam drogas e acham isso algo interessante e descolado, pessoas que pensam ser superiores em tudo, pessoas que se declaram multi-facetadas em suas atividades quando na verdade não fazem tanto e nem tão produtivamente assim.

essas pessoas não me fazem falta, e não faço questão. minha simpatia e minha amizade dependem da recíproca. se não recebo em troca, não tenho por que me dedicar ou sequer me preocupar. não faz diferença. se tenho, ótimo, se não tenho, tanto faz.

2 comentários:

  1. É, convenhamos que a cada dia fica mais e mais difícil encontrar uma pessoa com quem se possa contar, ou na melhor da hipóteses, pelo menos aquele amigo que não se limita a "amizade de boteco". Assim como escrevi em um post anterior eu tb vejo que as pessoas estão cada dia mais oportunistas e egoístas, então realmente é questionável até que ponto vale a pena se contar com o próximo nos dias de hoje.. enfim.

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  2. Manolo, o lance é que seus amigos serão apenas o seu pai e sua mãe.

    Ponto final.

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