sábado, 9 de outubro de 2010

Afinal, o que é loucura?

Postado por: Luana Melo.

Eu pouco me lembro sobre algum trabalho de filosofia que eu tenha feito além desse. E O assunto era relacionar a loucura com algum carrasco da humanidade. E bem, como eu e Carol resolvemos começar esse blog para postar textos aleatórios, fragmentos pessoais ou algo parecido, vou postar o texto que fiz.



Segundo o grande e mais complexo filósofo contemporâneo Nietzsche, a moral racionalista considera tudo aquilo o que está fora do padrão de normalidade como algo insano, sem nexo, como um vício, uma culpa ou um eterno sacrifício. Mas, quais são os conceitos para considerarmos algo que está dentro ou não dos padrões da sociedade sendo que diferentes pessoas podem criar seus próprios conceitos? O que faz algo ou alguma situação ser insana ou não?
Existiram e ainda existem aquelas pessoas que estão fora de qualquer padrão de normalidade. São aquelas pessoas consideradas insanas, malucas, mas que na maioria das vezes possuem um grande nível de intelectualidade e podem enxergar e pensar coisas que nenhuma pessoa aparentemente “normal” poderia enxergar.






O nome “Adolf Hitler” possui um peso imensurável no mundo inteiro. A história desse ditador misterioso, contraditório e um tanto quanto polêmico, é o ponto de partida para o início de tudo aquilo que lançou o mundo para a segunda guerra mundial. Seu poder de persuasão é algo indiscutível e até hoje ainda podemos ver (não de forma explícita) fragmentos de sua ideologia pelo mundo inteiro.
Diante de toda a sua história, pouco se sabe sobre Hitler. O ditador envergonhava-se de suas origens humildes e dirigia-se a seus opositores dizendo “Não podem saber de onde e de que família venho”. Não existem relatos de algo marcante do que ele tenha feito antes de sua carreira militar. Em sua obra titulada “Mein Kampf” (minha luta) ele descrevera tudo para sua promoção pessoal, ou seja, obviamente não são tão confiáveis os relatos escritos sobre sua infância, pois ele precisava passar uma imagem segura e convicta para toda a Alemanha.
Diante de tudo isso, o que mais espantam as pessoas em relação a esse polêmico ditador (além do tamanho de seu império, e como sua oratória convenceu um país inteiro a seguir sua ideologia maléfico e como dito acima, algumas de suas idéias permanecem ainda hoje vivas) é a seguinte questão: Hitler era um louco, um gênio ou um genocida? Há quem diga que Hitler fora os três: “Um monstro que usou seu "gênio "louco" na busca de sua realização "genocida". A quantidade de pessoas mortas no holocausto é algo assustador e ainda mais, as inúmeras maneiras criadas para essas mortes. Fuzilamentos, câmeras de gás. Tudo rodeava em um círculo de intolerância e violência.
Todos esses acontecimentos levaram a humanidade considerá-lo como um louco. Hitler era uma pessoa centrada, disciplinada, com um nível intelectual altíssimo. Mas, o início do declínio do seu império ocorreu logo depois que conquistara a URSS. Com o sucesso em sua operação, Hitler passou de uma fase de vitórias para uma fase totalitária e extremista. Seu ódio pelos judeus fora tão grande que sua vontade de exterminá-los iria além dos planos de conquista mundial.
Sua loucura e alienação exterminaram milhões de Judeus (e quaisquer etnia ou diferentes padrões que não se encaixavam nos seus) e mudou o rumo da história mundial. Seus atos de maldade são lembrados até hoje e as pessoas sempre o relacionam com uma figura totalitária e intolerante.
Se tivéssemos a chance de estudá-lo cautelosamente e tirar ao menos 1% de entendimento sobre sua razão, entraríamos em um mundo paralelo ao nosso, pois ao seu ver, não existia uma loucura em si, era algo totalmente normal e aceitável, era o certo, a verdade e a moral que deveria ser seguido.
Hitler fora e ainda é hoje, um dos maiores e mais intelectuais ditadores de todo o mundo. E a sua capacitação, persuasão e inteligência não devem em momento algum serem esquecidos. Pois sabemos que um país inteiro curvou-se a seus pés, e o poder de sua oratória fora a sua mais forte arma.

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