Postado por Luana Melo.
Ultimamente ando numa planície de melancolia. O que não é uma novidade para um domingo de manhã em que a chuva tenha começado a cair e o cheiro de terra tenha invadido a casa inteira. E eu ainda insisto em não ajudar escutando The Smiths.
Pois bem. Todo domingo sempre fora uma nostalgia enorme. O fato de ser um dia em que me faz voltar à várias cenas de minha infância também ajuda. Sem deixar de comentar o fato de que, em uma certa hora de um domingo qualquer, até um tempo atrás, o fim da noite era tudo o que mais esperava. Hoje quero não pensar tanto nisso, mas como já é um fato meu, eu não consigo parar de pensar um minuto sequer.
Eu ando perdida. Perdida em todos os sentidos possíveis. Desde não entender porque as coisas estão do jeito que estão até em não saber o que fazer para que tudo volte a ser como antes. E sei que não voltará a ser. Sei que é inevitável a necessidade de um tempo para me organizar. Mas eu não consigo esperar. Eu consigo fingir a espera, consigo demasiadamente usar uma máscara de paciência, demostrar-me tão pouco interessada e sentar-me em qualquer lugar apenas esperando e esperando. Mas por dentro eu me não aguento. Por dentro há sempre uma insatisfaçãozinha que me consome, que me machuca, que me deixa lá embaixo, mas que depois de um tempo some. Some. E eu fico procurando saber para onde foi. E quando acho, ela volta, e volta de uma forma pior. E eu fico assim, como nessa manhã de domingo. Olhando para quatro paredes que me insistem em dizer o que fazer, mas no final elas nunca dizem nada.
And it never really began. But in my heart it was so real.
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