Postado por: Luana Melo.
Começar um texto ou algum fragmento qualquer com a palavra eu sempre me deixou frustrada. E mesmo me deixando em tal estado, eu ainda insisto em repeti-la infinitas vezes. Talvez seja o meu eterno e belo egocentrismo e a minha insistência em demonstra-lo tanto. Pois bem.
Hoje fora um dia como todos aqueles em que fiquei com vontade de escrever um monte de coisas sobre todas as coisas que consigo pensar. Ele começou como qualquer dia normal, com uma pequena diferença no horário e no céu da manhã. Demoro muito para me acostumar com o tal horário de verão, mas confesso que sinto-me maravilhada em ver um pequeno breu no céu às 6 em ponto. Cada dia ( mesmo sendo diferente e o calendário acusando friamente a nova data) são pequenos espaços entre o momento em que desligo-me completamente em minha cama de tudo aquilo que no dia interior eu vivi. Desde as minhas frustrações à paixões e indecisões. Desde a minha vontade em querer demasiadamente fazer algo e me ver ali, parada, pronta para por em prática e em questão de segundos querer que tudo volte a ser como era antes e deixar de lado o que em poucos segundos atrás era o meu maior desejo. A semana corre e anda lentamente ao mesmo tempo. E ultimamente tenho perdido-me entre os espaços vazios dela, e procuro sempre uma maneira em deixa-los preenchidos. Seja como for. Com um pensamento, com uma ação, com um sentimento ou canção. Sinto-me inteiramente frustrada quando sinto-me esvaziar a cabeça e mesmo isso me deixando completamente maluca, sinto um prazer enorme ao mesmo tempo. É o meu eterno e maior vício: o meu eterno ciclo em ir e voltar e nunca parar. Fugir, desaparecer, retornar para então revigorar todas as idéias que posso.
Tenho vivido uma época em que as coisas resolveram acontecer todas no mesmo tempo e momento. E sei exatamente que tão pouca diferença isso fará para qualquer pessoa além de mim. A intensidade, o desejo, a vontade e a tão querida insistência fará apenas parte daquilo que é meu e o que caracteriza-me. Eu tenho vivido tudo aquilo o que minha cabeça tem me pedido. Desde as frustrações das relações inter-pessoais até a maravilhosa sensação de prazer em algum trabalho ou ação concluída. Desde a vontade em querer conhecer tudo e viver de tudo, até o momento em que querer jogar tudo para cima e não saber de mais nada se torna o mais novo e incrível desejo. Eu tenho vivido isso e tenho gostado de cada parte. Sou apaixonada por os dois lados que tenho: a minha razão e as emoções que mesclam entre si e tornam-se o que é a minha essência. O meu lado bruto e meigo, a minha demasia em viver o perigo e esconder-me depois sem passar pelas conseqüências. Viver os dois lados da moeda é a minha maior e mais incrível diversão.
Afinal, não sou eu quem mais ama toda essa contradição?
contradição? Será q nós gostamos?
ResponderExcluirRs
Luv ya angel