Postado por Luana Melo.
"A música é a mais perfeita expressão da alma!" Não há frase mais certa e que mesmo compacta consiga juntar em uma expressão só, o real significado.
Apesar de que em mim, seja muito mais que expressar simplesmente a alma. Expressa meu corpo, a minha mente, os meus desejos e angústias. Posso dizer com todas as letras que não sei o que seria de mim sem música. Grande parte do que sou hoje, do que penso, vejo, sinto e reflito tem uma grande influência por parte dela. E se eu pudesse mesclar sentimentos em algo tão maravilhoso assim, a música seria o resultado.
Especificar um gênero musical para mim, é definitivamente impossível. Apesar de me identificar bastante com as vertentes do rock n' roll, muita coisa fora desse padrão me agrada também. E acredito que, quem seja amante da música como eu, sabe que independentemente de qual gênero, a partir do momento que te agrada e lhe traz conforto, é o que mais importa. Mesmo que saia do rock n' roll clássico até o mais extremo: se te faz voar ou algo bem perto disso, é o que definitivamente importa.
Ultimamente, bandas instrumentais com uma certa influência do shoegaze (que aliás, é um gênero extremamente interessante) tem feito parte do meu dia-a-dia. Algo bem trabalho, exige sim profissionalismo e autenticidade. Do contrário torna-se um barulho sem fim. Sem contar que arriscar com instrumentos exóticos é essêncial, os efeitos são um dos pré-requisitos. Explosions in the sky, Motek e os suecos do Detektivbyrån estão no topo essa semana. Cada um com a sua autenticidade: saindo do doce e sutil Explosions in the sky, até o exótico e regionalista do Detektivbyrån.
Além desses há vários outros que eu gostaria de comentar aqui. Pensei então em fazer, baseado no meu lastfm, uma lista com vídeos e comentários de tudo aquilo que tenho escutado e descoberto desde 2002. LÓGICO, de forma bem resuminda, e bastante coisa faltará também. Pois bem:
Eu não poderia em momento algum deixar de comentar sobre o The Vines. Apesar de todas as críticas e da, como posso dizer, imunda comparação entre o Vines e o Nirvana, eles têm andado comigo desde 2002. Craig Nicholls e sua Asperger fez o The Vines realmente ser o que é. O peso de sua música em minha vida é algo indiscutivel, e sendo totalmente radical, eu posso dizer com todas as letras que o que penso e o que vivo hoje tem bastante influência destes quatro australianos que conseguiram uma junção completa daquilo que eu considero para mim, uma boa para os meus ouvidos.
Começando por Get Free que estourou completamente na MTV, passamos por Highly Evolved o primeiro álbum da banda. Músicas como Outtathaway!, Highly Evolved, e 1969, retratam o verdadeiro Vines. Aquele rockzinho com influência "nirvanesca" de garagem.
O segundo álbum da banda (eu não diria o meu preferido pois sou muito suspeita a falar de qualquer álbum deles) intitulado "Winning Days" retrata um lado mais particular, eu diria, de Craig Nicholls. No encarte do CD podemos observar que tudo parece um sonho. Músicas como Autumn Shade II, Winning Days, Rainfall e Sunchild, demonstram um mundo completamente "nicholls". Como dito acima, o Vines é o que é, e toda a sua característica, vinda da particularidade de seu vocalista. Nicholls fora diagnosticado com Sindrome de Asperger, um tipo de autismo. Isso explicara suas performances nos palcos e, acredito eu, o porquê de sua música ser algo tão autêntico e com letras tão impactantes.
O terceiro álbum da banda, intitulado Vision Valley, veio com críticas enormes e questões como "é o fim do The Vines?". É um cd bastante curto, músicas rapidas, porém, com um rock n roll'zinho maravilhoso! Esse cd demonstra dois lados da banda: o lado saída de Patrick Matthews (ex baixista e melhor amigo de Nichollls desde o inicio) e a piora no estado mental de Craig. A capa do cd não tem tanta cor, e é apenas o nome da banda e do álbum. Músicas como Anysound, Nothings Comin', demonstra um lado bruto de Craig e Spaceship demonstra toda a sua nostalgia.
O quarto cd da banda, intitulado como Melodia, fora o fracasso total de tudo aquilo que nós, os fãs, esperávamos. Esperávamos algo mais Highly Evolved e totalmente diferente. Vimos um Nicholls mais voltado a própria vida de rockstar do que a sua antiga maneira de ser, mas algumas músicas como Autumn Shade IV, True as The Night e She is Gone, ainda demonstram aquilo que queríamos.
Finalizando a parte Vinesca do post, posso garantir com todas as letras o quanto ansiosa estou pelo quinto álbum. The Vines sempre foi e sempre será uma das bandas que mais marcará em mim.
Deixando um lado Vinesco e indo para as minhas outras vertentes da música, como dito logo no começo, a minha parte instrumental engloba bastante gêneros. Não sou muito fã de brutalismo e nem, usando um vocabulário bem simples, "barulho" mas vertentes como industrial me chamam bastante atenção. Bandas não só de instrumental mas também como Nine Inch Nails com o maravilhoso e incrível Trent Reznor e até mesmo os autênticos alemães do Rammstein me chamam bastante atenção. Gosto dessa brutalidade misturada a algo eletrônico e diferente.
Deixando a pancadaria de lado e entrado a algo mais diferente e, eu diria com todas as palavras, bem regionalista, tenho aqui os incríveis suecos do Detektivbyrån. Eu não poderia deixar de comentar em momento algum sobre o peso da música sueca em minha vida como dito em um post anterior sobre a escandinávia. Detektivbyrån é uma banda de Gotemburgo considerada por muitos algo como electronic folk music. Sua autênticidade é algo indiscutível, e músicas como Life/Universe e Om Du Möter Varg podem demonstrar isso.
Saindo do lado regionalista e entrado para um lado mais alternativo, Explosions in the Sky, Motek e Because of Ghosts retratam um lado instrumental post-rock totalmente incrível. Toda a magia da música instrumental e toda as suas características podem muito bem ser vista nessas três bandas. Os bélgicos de Motek fizeram um show em Goiânia em 2008, e fico muito triste por não ter tido a oportunidade em vê-los, enfim. São músicas maravilhosas e servem como terapia para mim antes de dormir. E até mesmo quando não tenho o que fazer e quero sonhar um pouco.
Voltando aos suecos (haha, eu sempre estarei comentando sobre eles aqui) nomes como Håkan Hellström, Markus Krunegård, Timo Räisänen, Lärs Winnerbäck, Anna Anna Terhneim Björn Isfalt estão comigo sempre. Håkan Hellström merece uma ênfase enorme. Sua música é incrivelmente maravilhosa, e eu consigo claramente ver bastante influência da música brasileira em cima da música de Håkan. A paixão que ele tem pelo Brasil não me é novidade, e entrado por um lado mais pessoal de sua vida, ele é casado com uma brasileira e fala fluentemente em português. Isso explicaria talvez o grande número que fizera cantando "Vamos Fugir" de Gilberto Gil em uma apresentação. Pois bem, músicas como För en lång, lång tid e dom kommer kliva på dig igen podem retratar muito bem o trabalho deste incrível e maravilhoso compositor!
Continuando na linha sueca há várias outras bandas que eu gostaria de comentar mas eu não posso, e seria até um grande erro meu deixar de dar mais uma vez uma grande ênfase no Kent. O título do post é de uma música deles, e o que eu posso dizer com todas as letras é: Kent é uma das melhores bandas suecas já existentes. O peso de sua música é algo imensurável a mim, e me ajuda bastante no meu estudo da língua sueca. A banda foi fundada na década de 90 em Eskilstuna e é uma unanimidade para a maioria das pessoas suecas que conheço, de todas as gerações possíveis. Tenho um grande apreço por essa banda e sua história, suas letras (que ficam um pouco dificil para meu entendimento, mas tenho ajuda de alguns amigos suecos e consigo a versão em inglês que fica bem mais fácil) seus grandes vídeos e toda a sua criatividade. Joakim Berg é um vocalista excepcional. Seria dificil dar exemplos de músicas para dizer o que realmente seria Kent, a banda tem um grande material já produzido sem contar nos seus CD's da versão inglesa. Mas aqui vai uma lista:
1995-mar-15 "Kent"
1996-mar-15 "Verkligen"
1997-nov-12 "Isola"
1998-abr-27 "Isola" (versão em inglês)
1999-dez-06 "Hagnesta Hill"
2000-abr-28 "Hagnesta Hill" (versão em inglês)
2000-nov-29 "B-sidor 95-00"
2002-abr-15 "Vapen & ammunition"
2005-mar-15 "Du & jag döden"
2007-out-17 "Tillbaka till samtiden"
2009-nov-06 "Röd"
2010-jun-30 "En plats i solen"
E alguns vídeos de cada CD.
Kent - När Det Blåser På Månen
Verkligen - Gravitation
Isola - Saker Man Ser
Hagnesta Hill - Musik Non Stop
Vapen & ammunition - Sverige
Du & jag döden - Mannen i den vita hatten (16 år senare)
Tillbaka till samtiden - Columbus
Röd - Hjärta
En plats i solen - Passagerare
Deixo aqui então a minha música e a minha eterna demonstração de amor por essas bandas que em tão pouco tempo conquistaram um espaço enorme em minha vida. Posso dizer com todas as letras que eu não seria o que sou hoje sem a música.
Hejdå!
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