Postado por: Caroline Rosemburg.
Acordei hoje com aquele sentimento que há muito me é extremamente familiar: indiferença. Sim, a boa velha "i don't care about ya", ou resumidamente, indiferença.
Sabe, esse é aquele tipo de situação "brain-fuck" em que não importa o que você faça, ou quantos livros de auto-ajuda você leia, são e sempre serão incompreensíveis. "Seria a indiferença um desvio de comportamento, um costume, uma forma de sobrevivência, um mecanismo de defesa, de resistência, ou conseqüência do egoísmo e do medo?". Bom, eu não sei. O fato é que "os indiferentes, de uma forma ou de outra, ferem, rejeitam, excluem, matam. Está correta a conclusão: o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença."(luteranos.com)
Relevante ou não, esse sentimentozinho de merda é de tal importância que consta até em relatos bíblicos, que dizem que a indiferença é apresentada como um comportamento que impede a vida, a salvação do outro, a cura, gestos de solidariedade. Nem preciso dizer que eu não me acho um monstro só por ser uma portadora constante dessa "característica", por assim dizer, mas também não vou dizer que me alegro, afinal isso vai contra todas as "vertentes ideológicas de Caroline", porque quer creiam ou não, eu tenho ideologias próprias, e muitas.
Eu sempre fui a dona daquele velho discurso: "ame e dê valor a quem te ama", e todo esse blá blá blá, e não só mantinha esse "mantra dos relacionamentos saudáveis" na ponta da língua, como também sempre idealizei isso como algo imensurável à qualquer relacionamento que eu viesse a ter, e bom, acordar de manhã e perceber que você é um exemplo claro de tudo que você sempre condenou não é algo nada saudável para aquele serzinho que costumamos chamar de ego.
Esse ano está sendo indiscritivelmente estressante em todos os possíveis sentidos dessa palavra, e eu realmente sinto-me mais perdida do que sempre estive. Esse pode ter sido aquele ano em que eu poderia bater no peito e dizer que eu consegui tudo o que sempre quis, mas paradoxalmente a tudo que houve não é assim que eu me sinto. Pelo contrário, descobri que quanto mais eu tenho, mais eu quero, e isso não seria um problema se eu tivesse "carga" necessária para aguentar, mas bem, eu não tenho. Basicamente eu consegui tudo o que queria, e agora, eu quero o mundo!
O que estou tentando dizer é que tudo que me aconteceu esse ano me sobrecarregou de um certo modo que é como se meu cérebro estivesse prestes a explodir a qualquer momento, e todas as minhas certezas e convicções estão indo por água abaixo juntamente com a minha sanidade, e o resultado de tudo isso não poderia ser diferente: EU NÃO SEI DE MAIS NADA. Em resumo, estou querendo desesperadamente optar por uma vida solitária e completamente sem rumo nesse mundo-cão em que vivemos.
Sim, eu estou surtando.
A verdade, Carol, é que nunca vmaos entender.. Não vamos entender nunca tanto amor, nunca tanto ódio, nunca tanta apatia.. Não entenderemos nada. Nada.
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