quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Another dream to collect

Postado por: Caroline M. Rosemburg



"Ela chegou na escola, e ele veio em sua direção, e sem mesmo cumprimentá-lo ela já o abraçou fortemente, deslizando suas mãos por aquelas costas firmes e delgadas; Ele retribuiu, juntando ainda mais seus corpos, fazendo-a estremecer involuntariamente. Separaram-se repentinamente e cada um seguiu sua direção; segundos depois lá estavam novamente, percorrendo o pátio, e a nostalgia daquele toque atingiu-os como um flecha e quando se deram conta já estavam trocando outro caloroso abraço; ele a apertou como nunca, fazendo seus pés se levantarem do chão; ela podia sentir a textura de seus cabelos escuros sobre seu rosto, e o perfume masculino e marcante que ainda exalava de sua pele; separaram-se e iam trocar um beijo no rosto, quando ela repentinamente se virou e colou suas bocas por um segundo, chamando a atenção de olhares curiosos dos que estavam ao redor;
ele saiu;
ela saiu;
eles mal se conheciam;
mas ela o desejava;
e ele era apático;
ela acordou;
tudo não passara de um sonho."



Ando vivendo num atormentador turbilhão de pensamentos, sem ordem cronológica ou até mesmo algum sentido. Poucas vezes na vida se quer tanto algo que se tornam incontáveis os limites que se ultrapassa para conseguir. Aquilo que você nunca imaginou fazer, de repente torna-se rotina; as coisas que você nunca pensou que diria, de repente tornam-se parte de seu vocabulário.
Eu sempre tive uma imensa dificuldade em lutar contra vontades exacerbadas, e essa não é uma exceção. Eu simplesmente tenho essa insistente necessidade de seguir meus sonhos custem eles o que custarem, e ainda que eu tenha a certeza da utopia que a maioria são, algo dentro de mim simplesmente reluta fortemente em aceitar as imposições da razão.
Sempre existe aquela ideia de que o 'impossível' é o maior inimigo da felicidade, mas com um pouco de maquinação cerebral é fácil ver que o real inimigo é o querer. O querer incondicional; a necessidade irracional; a vontade sem limites, ainda que esse limite seja a própria sanidade.

Um comentário:

  1. Tão parecida comigo, céus.


    Odeio quando quero algo demasiadamente e por algum motivo eu não posso ter. Tô aprendendo a levar o "não" da vida ainda.

    querer-te tanto e ter-te tão pouco.

    Love ya, xxxxxx

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