É época de eleição. Wow, né? Podemos ouvir os barulhos irritantes do carro de som, as ruas imundas com todos aqueles papéis coloridos e toda aquela gente trabalhando embaixo do sol, para ganhar ao menos alguns trocados pelo simples fato de estarem ali: parados, passando uma idéia falsa de tal canditado. Sim. Aquele carinha dos panfletos com o sorriso estampado na cara. Um sorriso, que, muitas vezes, esconde por completo um rosto completamente falso.
Pois bem. As eleições estão por aí e o vestibular também. Mas, qual a ligação? O problema (ou seria algo bom?) é que agora mais do que nunca as faculdades cairão em cima desse assunto. Tentarão ao máximo em tirar todo o seu conhecimento sobre política e democracia em praticamente quase todas as coletâneas. E, pelo o que sabemos, democracia e política não é um dos assuntos preferidos do brasileiro, sim?
Falar de democracia é algo muito complexo. Pelo menos para mim. E eu não nego isso. Afirmo com toda a veracidade e um pouco de vergonha que a tal "democracia" ainda é um mundo um pouco desconhecido para mim. Mas, como estou vendo-me com a cara em cima do vestibular, e sei que há uma grande porcentagem de chances em eu ter de explanar sobre tal assunto então aproveitei o que puder sobre as eleições este ano. E o mais curioso é que votei pela primeira vez este ano também. Ou seja, aquele meu velho argumento muitas vezes já dito aqui de que "tudo está acontecendo este ano" é a mais pura irritante verdade.
Nossas aulas de redações são interessantes. Confesso que fico muito irritada com alguns assuntos, algumas coisas não se encaixam e eu tenho uma certa dificuldade para falar algo sobre. São sempre os mesmos clichês de moral, sociedade, problemas sociais e tudo mais. Mas não deixo de desmerecer coletânea alguma, pois sabemos que o que é "clichê" deve realmente valer o peso de sua própria característica, não? Se pedem tanto para falarmos sobre problemas sociais, sobre estética, moral, é porque alguma coisa está fora do lugar.
Pois bem, o assunto da nossa última avaliação de redação fora adivinha o quê? Eleições. A coletânea trazia a seguinte pergunta "Votar em palhaço é uma forma válida de protestar?" e mostrava uma entrevista feita pelo jornal a Folha de S. Paulo para o mais polêmico candidato deste ano, o tal Tiririca que trazia com toda a sua campanha o tal slogan "Vote Tiririca, pior do que está não fica!". Teríamos de ter argumentos para afirmar ou não se tal atitude de voto ajudaria o Brasil como uma forma de protesto e como é um assunto que envolve tanto o respeito à democracia como um grande clichê do brasileiro que é não se importar tanto com política, meio que me perdi no assunto, mas postarei o texto que fiz mesmo assim.

"Época de eleição, todo o fervor e exaltação dos partidos e seus candidatos. Torna-se então, uma grande batalha em que o mais estruturado e polêmico argumento vencerá. É valido qualquer tipo de campanha, desde as mais sérias às mais debochadas. Mas, deixando de lado toda a seriedade, deboche e democracia são duas coisas que se encaixam?
O brasileiro deixou de levar a política de forma séria. Desde aos candidados até os eleitores. São poucas as pessoas filiadas a partidos que participam de congressos ou reuniões partidárias. É escasso número de indivíduos que possuem um histórico político ativo. A política já não é tão mais vista como algo interessante como algum tempo atrás, e isso é algo preocupante pois a mesma faz parte de nossa sociedade. E as decisões tomadas neste mundo, reflete com toda a clareza a real situação do hoje.
A completa desvalorização da democracia e todo o deboche nela existente é visto de uma forma positiva, irrelevante. Mas, o mesmo deboche contradiz por completo o real sentido dela, o que vai fragilizando a confiança e revoltando ainda mais todos aqueles que dão o devido valor a política. É valido (como dito no início) todos os tipos de campanhas: aquelas em que nos espocamos de rir, as que nos sentimos ofendidos e aquelas em que sentido algum faz. Um exemplo pode ser o personagem intitulado "Tiririca" que destacara-se com um slogan um tanto quanto cômico em relação a situação atual do Brasil: "Vote Tiririca, pior do que está não fica". Onde está a seriedade democrática nesta campanha? E, será que um personagem de circo teria a tal capacidade em adicionar algo em nosso país? E quando estivesse na câmara, tomando todas as decisões, ele deixaria de lado a sua versão cômica e tomaria o rumo certo?
Diante destes fatos, algumas pessoas fizeram questão em votar nesta figura simbólica tão polêmica. Afinal, o que o brasileiro não tem em mente quando ouve a expressão "política brasileira" não é um circo completo? E por que não protestar vontando em um palhaço de circo? Chega até ter um certo sentido. Porém, a coisa é diferente. Não é alimentando uma falsa democracia, uma democracia chula e debochada que resolveremos o problema.
"Mais seriedade e menos deboche, Brasil." Esse é o tipo de slogan que precisamos."
NÉ
ResponderExcluirodeio essa característica nata do brasileiro de ver piada em tudo
enfim