segunda-feira, 25 de outubro de 2010

RATM, um surto e mais aleatoriedades.

Postado por Luana Melo.

Eu pouco consigo entender sobre como controlar sentimentos. Desde os mais melancólicos até os mais rústicos. Diante disso, tenho passado por situações desde as mais engraçadas até as mais insuportáveis. E as músicas com certeza têm me ajudado bastante. Desde Smiths à RATM. Que mistura, não? Mas na realidade é assim que a minha mente anda. Numa mistura completa.

Pois bem. Acho que sou a única pessoa que ao surtar, chuta cadeiras, manda alguém para o inferno e desconta tudo em palavras escritas. Não que isso tenha acontecido hoje.. Ehm. Nunca entenderei porque as coisas aqui fora são tão diferentes. É. Aqui fora. É meio complicado dizer sobre isso, considero tudo o que esteve comigo dentro do meu ambiente famíliar como algo que está "aqui dentro". E como, infelizmente, apenas com os meus 17/18 anos de idade passei a me interagir mais com o mundo "aqui" fora, tudo ainda é novo, contraditório, chato. Porém, ao mesmo tempo, é tudo belo, incrível e eu adoro passar por cada situação dessas.

Sabe, mandar alguém a puta que pariu é algo que eu sempre tive vontade de fazer. Apesar de ser uma expressão um tanto quanto chula, falar puta que pariu e repetir puta que pariu quantas vezes for, é algo explêndido.
Eu ando num botão de fuck off ligado para qualquer pessoa. Ando não me importando mais com o que está acontecendo pelo o mundo, ou então porque o fulano e o ciclano estão tão tristes ou então porque está tão quente quando nessa época deveria estar tão frio. Eu não consigo mais sentir uma compaixão tão grande por coisas simples. Ando tornando-me um cubo de gelo. E mesmo que eu aparenta ser tão frágil ou até mesmo demonstre isso, eu tenho plena certeza que não tenho mais a mesma compaixão de antes.
Isso contradiz totalmente com o que eu acredito que seja ser de fato um ser humano. Acredito na bondade das pessoas, acredito em um mundo sim cor de rosa e fofo, e além do mais, acredito na compaixão das pessoas e naquele velho respeito um para com o outro que sempre ouvimos falar desde o jardim de infância. Isso não é uma igenuidade, isso é o que você o que eu e o que nós acreditamos. Queira você ou não (usando um termo um tanto quanto clichê e insuportável) lá dentro do teu coraçãozinho há essa idéia de sociedade. Essa idéia do amor e da compaixão, do respeito e da tolerância.

Mesmo vivendo em um mundo um tanto quanto errado
comparado a minha idéia de mundo (que é SIM igual a sua, apenas com caminhos diferentes) eu ainda tentarei guardar ao máximo a minha compaixão e respeito para com o próximo. Não porque isso seja algo de honra, mas é porque me faz bem. Exclusivamente a mim. E sei que um pouco de egocentrismo não faz mal.

Afinal, falar puta que pariu e não se importar com isso é uma maravilha.

Perdoem-me pelo vocabulário chulo.

Um comentário:

  1. Bendito o dia em que essas duas "mocinhas" criaram esse blog... Olhando de fora, sendo uns aninhos mais velha e tendo um vinculo meio "institucional" com a Carol e a Luana, talvez seja complicado comentar...
    Mas impossível ficar calada diante de tamanha sensibilidade colocada no papel. Ou melhor, no teclado.
    Mais do que sensibilidade, essas meninas tem coragem de expor o que sentem...
    Terapia?
    N sei... Sei q isso faz bem. Pra quem escreve, pra quem lê, pra mim...
    Me faz bem pois dá uma esperança... Existe vida inteligente nessa geração "colorida"!!!
    E na minha condição de historiadora, é tão bacana pensar nessas novas formas de se escrever a vida, de se deixar rastros, de se inscrever na história dos outros...
    São tantos sentimentos "pós-modernos" expressos...
    E por mais que a Caroline diga que "i don't care about ya" o fato de vcs escreverem mostra muita sensibilidade...
    Só tomem cuidado pra n serem nazistas. hahaha
    Há beleza na diferença!
    Sem mais delongas e arriscando parecer ridícula, deixo aki um desabafo de uma acompanhante dessa insanidade saudável...
    Line Luz

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