
- conclusões de algumas das minhas próprias experiências.
viver em sociedade não é fácil, mas é algo que se deve aprender. caso contrário o sujeito não passa de um ser às margens dela por vários motivos - por ser realmente marginal, por ser anti-social ou pelo simples fato de ser diferente. o primeiro passo para que aprendamos como conviver em sociedade é deixarmos de pensar demasiadamente nas atitudes das pessoas, no que elas têm a dizer, na opinião delas, ou no que, provido delas, nos incomoda, de forma geral. às vezes é preciso ignorar, e isso pode nos fazer muito bem, mesmo que não seja um exercício mental dos mais fáceis. as pessoas que pensam demais tendem a ser sozinhas e desenvolvem surtos psicóticos, já que nesses fatores muitas vezes involuntários, acabam se tornando extremamente anti-sociais, distantes e tudo as incomoda e se torna problema, quando na verdade deveriam ter ciência de que problemas foram feitos para serem resolvidos, e não cultivados.
a tendência quando se analisa demais as pessoas é acabar se isolando em uma espécie de bolha. a bolha pode ser o próprio cérebro, a própria mentalidade, os princípios ou mesmo o próprio lar. parte do aspecto mental para o aspecto físico, ou vice-versa. aquele que se isola, o faz em pensamentos, por querer essa ''distância de gente'' e em consequência disso, acaba ficando recluso fisicamente. evita contato humano de uma forma quase geral. tem dificuldades de relacionamento, não consegue manter amizades, não consegue entender ninguém, nem a si mesmo. esse isolamento, por mais que seja por vontade própria, resulta numa grande solidão e por consequência acaba trazendo ainda mais pensamentos, muitas vezes sem nexo e desnecessários. a própria pessoa jamais reconhece isso, criando um masoquismo mental imenso e deixando de lado as oportunidades de ter momentos descontraídos dos quais não seriam tão torturantes quanto pensa. a questão é apenas ter vontade de mudar, experimentar coisas novas, e procurar atrair experiências agradáveis ao lado de outras pessoas, o que não é tão ruim assim, desde que se saiba conviver com cautela e não depositar muita confiança ou esperar demais dos outros. por mais que as relações com outras pessoas tendam a ser superficiais, é preciso saber contornar esse fator para que se possa levar a convivência de forma tranquila, sem atritos ou grandes choques de idéias.
no futuro esses fatores de isolamento podem ser muito prejudiciais, causando desentendimentos no trabalho, e fazendo com que o indivíduo tenha grandes dificuldades de se inserir e se manter no mesmo. afinal, nenhum empregador contrata pessoas antipáticas, anti-sociais, que possam não se relacionar muito bem com os colegas de trabalho ou que não saibam conversar com seus clientes. para aquele que não consegue sequer manter amizades ou demais relações por ter a mania de complicar tudo, ter um emprego e uma carreira significa ter uma enorme dificuldade em aprender a se relacionar com pessoas, por mais que deteste ter que fazer esse esforço. então, quando o indivíduo chega à fase adulta, esse exercício se torna ainda mais sofrido, pelo choque de transição entre a bolha e o meio social, e por precisar entender que estourar a bolha e sair de dentro dela é uma necessidade, e não um sacrifício.
NÉ.
ResponderExcluiro "né" de alguém que tenta em demasia sair dessa bolha e cair na realidade.
como eu já te disse e citei no começo, também passei por isso. mas sair da bolha é um exercício constante, que a gente tem que fazer todos os dias. é, por exemplo, quando você se pegar pensando em coisas que não vão te trazer nada, parar imediatamente e pensar 'no que isso vai me ser útil?'
ResponderExcluirÉ. É um exercício constante mesmo. Dia-a-dia.
ResponderExcluirE eu vou conseguir.